Lista de 10 franquias com grande crescimento

Algumas franquias em franco crescimento

Em 2010, o total de franquias em operação no Brasil aumentou em 8%, somando mais de 86 mil lojas. Mas algumas redes cresceram muito acima da curva, chegando a registrar quase 2000% de aumento no número de unidades.

De setores variados, as marcas que mais cresceram em quantidade de lojas no ano passado são, na maioria, jovens e com grande potencial de expansão, assim como o próprio setor de franquias. Depois de aumentar em 20% o faturamento em 2010, chegando aos 76 bilhões de reais, o franchising brasileiro deve alavancar em mais 15% a receita em 2011.

Veja a lista das dez franquias que mais cresceram em 2010, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF). Saiba ainda quais foram os fatores por trás da expansão e conheça as metas de cada rede para este ano.

Igui: 1965%

A rede de lojas de piscina foi a que mais cresceu no ano passado. Das 25 unidades em operação em 2009, a rede passou para quase 500. Para Marcos Nascimento, diretor de franchising da marca, o crescimento se deve à relação entre franqueadora, fábricas e os franqueados. “Os fabricantes, ao serem nomeados máster-franqueados, intensificaram a busca por franqueados com perfil empreendedor adequado, interessados no segmento, com disponibilidade imediata para investir e iniciar as atividades comerciais”, explica.

Cada unidade requer investimento de 150 mil reais, que inclui taxa de franquia, estoque inicial, obras de adaptação da unidade e plano de inauguração para as lojas. O retorno do investimento é calculado para acontecer em 20 meses. A meta para 2011 é criar duas novas fábricas e abrir mais 70 franquias, sendo 20 no Brasil e outras 50 no exterior.

Poderoso Timão: 413%

Criada há pouco mais de dois anos, a rede de lojas do Corinthians cresce ancorada em um dos maiores times do país. A marca, que já conta com mais de cem lojas, intensifica o crescimento no estado de São Paulo, incluindo a capital, a região metropolitana e Campinas. “A existência de um grande público consumidor de mais de 35 milhões de torcedores e a competência de desenvolver produtos específicos para as mais diversas ocasiões de consumo foram responsáveis pela expansão”, diz André Giglio, da consultoria Francap, que opera as franquias.

Em 2011, a marca prevê um crescimento um pouco mais lento. Com a abertura de 20 novas franquias, a Poderoso Timão aposta na venda de produtos para tanto para o dia a dia quanto para a prática de esportes. Para taxa de franquia e capital de giro, o candidato a franqueado desembolsa 200 mil reais. O payback acontece entre 18 e 36 meses.

D’Pil: 332%

A paulista D’Pil, rede de clínicas de depilação, fechou 2010 com 315 unidades e para este ano já pensa em dobrar a rede. Segundo o diretor-geral da marca Danny Kabiljo, uma política agressiva de expansão com planos e metas bem definidos ajudaram na abertura de novas unidades. “A meta oficial é encerrar 2011 com 600 unidades em funcionamento, mas acerditamos que há espaço para atingir 700 unidades até dezembro no Brasil, sem considerar a expansão internacional”, diz.

A marca oferece etorno relativamente rápido: quem investe 85 mil reais em uma unidade da D’Pil recupera o investimento em até 10 meses. A região sudeste é a mais procurada por novos franqueados.

Casa do Sorvete Jundiá: 317%

A rede de sorveterias deu um salto na quantidade de unidades, triplicando o número de sorveterias em funcionamento. Para Sidney Kalaes, sócio da SMZTO Participações, holding que comanda a marca, a Casa do Sorvete Jundiá cresceu por conta da experiência. “A força da marca Jundiá, as ações de marketing da fábrica e o posicionamento da marca no mercado ajudaram na abertura de novas franquias”, explica.

O investimento em uma sorveteria da rede fica entre 90 mil e 160 mil reais. O retorno, segundo a marca, acontece a partir de 10 meses de operação. São Paulo abriga a maioria das lojas da rede, que pretende inaugurar 24 novas unidades em 2011.

Pinkbiju: 260%

A área de acessórios pessoais, na qual se encaixam as redes de bijuterias, aumentou em 30% o faturamento no ano passado e é uma das mais promissoras do setor. A Pinkbiju, criada em 2005, tem hoje 262 unidades em funcionamento. “Uma marca forte, com variedade de produtos para todos os estilos e uma loja de layout atraente trouxeram os novos franqueados”, explica Humberto Rebeschini, do departamento de marketing da rede.

O capital inicial mínimo para implantação de uma franquia é de 165 mil reais, mas pode chegar a mais de meio milhão dependendo do tamanho da loja, localização, instalações e estoque inicial. O retorno previsto do investimento fica entre 18 e 36 meses. Para 2011, a meta é chegar a 350 unidades.

Zets: 188%

A franquia de lojas virtuais tem um baixo investimento, de 7,2 mil reais. Esse é um dos motivos que levou a rede a crescer quase 200% no ano passado. Com 70 unidades em funcionamento, a Zets atua com mais força em São Paulo e no Rio de Janeiro. Shlomo Revi, proprietário da marca, acredita que a divulgação ajudou no crescimento. “Aumentamos os catálogos de produtos em oferta e fizemos uma divulgação maior”, diz.

Com prazo de retorno calculado entre 12 e 18 meses, a rede planeja, em 2011, rever a estrutura de marketing para desenvolver lojas mais lucrativas.

Castilho Segurança Eletrônica: 140%

Com a venda de produtos para segurança, a Castilho conta com 40 unidades em funcionamento no país. Para David Roberto Bianchini, da área de franchising da empresa, o mercado de segurança impulsionou o crescimento da rede. “Somamos o sucesso do negócio, a satisfação do franqueado e o fato do mercado de segurança eletrônica crescer 15% ao ano”, diz.

Segundo ele, o negócio comporta uma unidade por um determinado grupo de cidades. O investimento inicial, com taxa de franquia, capital de giro, implantação e estoque, fica perto dos 300 mil reais. O retorno do capital acontece em 32 meses. “Nossa meta é abrir mais 5 unidades até dezembro, com foco no Nordeste”, afirma.

Pet Cursos: 85%

A rede de escolas de ensino profissionalizante foi criada em 2003, em Chapecó, Santa Catarina, e está no sistema de franquias desde 2005. A Pet Cursos fechou o ano com 230 unidades e, em 2011, já abriu outras 16 escolas. “O responsável pelo rápido crescimento é o modelo de negócio, em que o interessado investe apenas 25 mil reais”, afirma Everton Carlos Sabú, sócio-proprietário.

O retorno do investimento inicial é previsto para acontecer entre 5 e 8 meses. O plano de expansão da rede prevê 60 novas unidades em 2011 e atingir a marca de 300 escolas em todo o país.

Havaianas: 69%

A Havaianas começou a vender seus produtos em lojas franqueadas em 2008. Já no ano seguinte acumulou 80 unidades. Hoje, são 145 lojas em funcionamento, principalmente no Rio de Janeiro e em São Paulo. “Parte do crescimento foi por franqueados que abriram novas lojas, estamos incentivando a rede a continuar investindo. O mercado aquecido e o modelo de negócio também colaboraram”, explica Rogério Bastos, diretor de Varejo da Alpargatas.

Uma franquia – fora o custo com ponto comercial – custa 180 mil reais e tem retorno do investimento esperado para 24 a 36 meses. Para 2011, a rede já espera um crescimento ainda maior do que o de 2010. “Vamos ter uma expansão ainda mais agressiva”, diz Bastos.

Doutor Faz Tudo: 69%

A franquia faz parte do Grupo Zaiom, que se destacou no último ano com a abertura de 185 operações de todas as suas marcas. A Doutor Faz Tudo, que presta serviços de consertos e reformas, teve o melhor desempenho e tem, hoje, 156 unidades. “Mais recentemente, a demanda pelos serviços triplicou pois passou a vir também de condomínios, das administradoras e mesmo do sindico, para as áreas comuns dos prédios”, explica um dos sócios do grupo, Marco Imperador.

A franquia custa 20 mil reais e promete retorno do investimento a partir do sexto mês de operação. Neste ano, a rede planeja abrir outras 100 novas unidades franqueadas até dezembro.

Opções de franquias em crescimento
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1 COMMENT

  1. A Zets não possibilita o franqueado ser um empreendedor, no máximo, será um agente de marketing. Os investimentos em publicidade são altíssimos e o retorno (comissão) paga pela empresa é insuficiente diante do trabalho e conhecimento necessário, chegando a dar prejuízo. O atendimento ao franqueado é péssimo, não há nenhum treinamento. Além disso, o comércio não tem um nicho, o que enfraquece o crescimento no e-commerce; falta também muitas estratégias, entre eles, o marketing interno. O ambiente do franqueado é insuficiente para qualquer tomada de decisões, pois não há quantidade dos itens em estoque, nem a curva ABC, itens importantíssimos para planejamento de marketing.

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