Dicas para fazer o trabalho remoto dar certo em sua empresa

Dicas para fazer o trabalho remoto dar certo em sua empresa
Dicas para fazer o trabalho remoto dar certo em sua empresa

A decisão da CEO do Yahoo!, Marissa Mayer, de abolir a política de home office para os funcionários da companhia tomada no início do ano vem causando polêmica mundo afora. Na contramão de muitas empresas, que vêm flexibilizando suas jornadas de trabalho para oferecer aos funcionários mais qualidade de vida, o Yahoo! justificou sua decisão alegando que o trabalho remoto acaba sacrificando “velocidade e qualidade”.

Críticos foram ainda mais severos com Marissa pelo fato de ela ser uma mulher e mãe recente. A executiva voltou ao trabalho apenas 15 dias após dar a luz ao seu primeiro filho e está construindo uma creche dentro do escritório para mantê-lo por perto – um privilégio do qual nem todas as mães do Yahoo! desfrutam.

“É muito difícil fazer uma reviravolta em uma empresa com todo mundo espalhado”, diz Alfredo Pinheiro, sócio da consultoria GGroup. Para o consultor, a tendência é que a empresa retome gradualmente a política de home office após o choque de gestão, para as áreas em que ela fizer sentido. “Ela está arrumando a casa. É uma situação emergencial”, concorda Marina Sell Brik, sócia da GoHome, consultoria em soluções de home office.

Pedimos aos dois especialistas para listarem alguns cuidados que uma empresa deve tomar ao adotar o home office, para evitar dores de cabeça como a que o Yahoo! enfrenta agora. São elas:

Evite uma política muito abrangente

Embora tenha vantagens claras, como o ganho em qualidade de vida – especialmente para quem vive em uma grande capital com trânsito caótico e transporte público lotado, como São Paulo – o home office não deve ser adotado como uma política universal. “Ele funciona bem para algumas funções, principalmente aquelas mais ligadas ao trabalho intelectual, mas não todas. Para quem trabalha na linha de produção, por exemplo, é inviável”, diz Pinheiro. Segundo o consultor, o melhor caminho é avaliar quais são os cargos que se encaixam melhor com a política e não estendê-la a todos.

Avalie o perfil de cada funcionário

Outro aspecto a ser considerado é a disciplina e a capacidade de autogestão de cada profissional. Alguns produzem melhor em um ambiente isolado, outros rendem mais trabalhando no escritório. “Algumas empresas, como o próprio Google, fazem do escritório um ambiente mais livre e flexível para se trabalhar. Essa é uma alternativa a ser avaliada”, aponta o consultor.

Defina métricas

O home office tende a funcionar melhor quando é possível medir os resultados do trabalho que está sendo executado fora do escritório. Para funções atreladas a metas, como vendas, isso é mais simples. Mas é importante ter métricas para acompanhar o trabalho de todos os profissionais que estão trabalhando de casa e verificar se os objetivos estão sendo cumpridos. “Ter tarefas claras, com datas estipuladas, resolve esse problema”, diz Marina.

Ofereça estrutura

Para poder trabalhar de casa, o funcionário precisa de estrutura. Internet, telefonia, computador. A companhia tem de garantir o acesso e cobrir os custos destes equipamentos e serviços. “Mesmo assim, o home office acaba sendo mais econômico. Em grandes cidades, como Rio ou São Paulo, o custo de um posto de trabalho, mais o ar condicionado, o café, o estacionamento, e por aí afora, é muito elevado”, diz Pinheiro.

Equilibre o remoto com o presencial

Ter encontros presenciais é importante para garantir a identificação do funcionário com a cultura corporativa, permitir a troca de ideias e, em alguns casos, agilizar decisões. “Reuniões presenciais costumam ser mais produtivas, porque a dispersão é menor”, diz Pinheiro. Cada empresa deve encontrar o equilíbrio ideal entre o tempo remoto e o tempo presencial. “O ideal é que o funcionário possa trabalhar alguns dias da semana de casa e alguns do escritório, para não perder o contato. O mix ideal varia de companhia para companhia”, diz Marina.

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