10 negócios digitais com alto potencial de crescimento

10 negócios digitais com boas chances de darem certoEsses dez negócios digitais passaram por um apertado funil: foram 106 inscritos para o 1º Painel de Internet Endeavor. Selecionadas pelo seu alto potencial de crescimento, as escolhidas apresentaram seus produtos, serviços e desafios a uma seleta plateia de investidores e empreendedores de sucesso. A Pequenas Empresas & Grandes Negócios acompanhou o evento, que ocorreu no final de julho, com exclusividade. Confira os perfis desses negócios que se diferenciaram.

B2Learn

O que faz: Criou uma plataforma para a implementação de redes sociais corporativas voltadas à disseminação e à gestão do conhecimento dentro de uma organização. O diferencial da solução é a experiência em governança de sistemas colaborativos.

Ano de fundação: 2008
Faturamento: R$ 270 mil (2010)
Empreendedores: Wilton Pinheiro de Lima Neto e Daniel Madruga de Aquino
Participação no painel: A startup listou entre seus diferenciais a cobrança de valores menores que os de todos os concorrentes. Os painelistas, no entanto, afirmaram que a conta não fecha. “Precisamos montar um portfólio para depois atingir um mercado maior de pequenas e médias”, disse Wilton Neto. Uma sugestão lançada pela banca foi criar aplicativos para o Facebook, para atingir clientes menores.

Camiseteria

O que faz: É um site de venda de camisetas com design criado pelos próprios usuários. A maior parte das vendas – 98% – é feita pela internet, e as demais acontecem em lojas físicas multimarcas.

Ano de fundação: 2005
Faturamento: não divulgado
Empreendedor: Fabio Seixas
Participação no painel: Um dos painelistas observou que a Camiseteria tem um modelo bem complexo de crowdsourcing. Mas, agora, é preciso se adaptar para sair do nicho e crescer. O desafio é aumentar as vendas em lojas físicas sem se deparar com problemas de canais tradicionais, como necessidade de manter estoque e custo de loja em shopping center.

CashMonitor

O que faz: É especializada em outsourcing de processos financeiros. Tem uma plataforma para integração e monitoramento de fluxo de caixa que permite unificar e automatizar a gestão de diferentes contas, sistemas de pagamentos e ferramentas de controle, tudo na nuvem.

Ano de fundação: 2006
Faturamento: R$ 1,05 milhão (2010)
Empreendedores: Marcio Furtado e Wagner Rocha Furtado
Participação no painel: A CashMonitor planeja vender a solução para empresas de todos os tamanhos. A banca questionou o foco muito amplo. “Ainda não sabemos qual é o setor potencialmente mais lucrativo”, afirmou Marcio Furtado. Os painelistas acreditam que a CashMonitor deva focar as companhias de maior porte, com vendas menos pulverizadas.

CrowdTest

O que faz: É uma plataforma de crowdsourcing especializada em testes de portais, aplicativos, sistemas e outros produtos digitais. A empresa tem uma base atual de 1.000 testadores. Para cada bug encontrado, o testador recebe de R$ 5 a R$ 20.

Ano de fundação: 2005
Faturamento: R$ 1,2 milhão (2010)
Empreendedores: Hugo Valentim Barros e Robert Pereira
Participação no painel: A empresa definiu uma franquia mínima de R$ 8 mil por projeto, que os clientes pagam para usar a plataforma. Os painelistas acharam o valor alto e sugeriram diminuí-lo para alcançar empresas pequenas. “Por enquanto, o custo de nossa estrutura de validação não permite baixar a franquia”, disse Hugo Barros.

Ebah!

O que faz: É uma rede social voltada para o mundo acadêmico. O site abriga conteúdo colaborativo organizado e indexado, é gratuito e já conta com 1,5 milhão de usuários. A receita da empresa vem de anúncios publicitários.

Ano de fundação: 2006
Faturamento: R$ 450 mil (2010)
Empreendedores: Renato Freitas e Ariel Lambrecht
Participação no painel: Os painelistas perguntaram se os empreendedores já cogitaram ter um serviço pago, já que é difícil ganhar escala com o modelo de publicidade. “A gente reluta bastante em fazer isso. Tentamos monetizar o serviço, mas nunca implementamos um modelo pago”, disse Freitas. Uma sugestão foi licenciar o ebaH! para universidades e cobrar por isso.

Escolher Seguro

O que faz: É uma corretora on-line de seguros. No momento, está concentrada em seguros automotivos, mas deve ampliar o portfólio nos próximos anos para seguros pessoais e crédito.

Ano de fundação: 2009
Faturamento: R$ 300 mil (2010)
Empreendedores: Pieter Lekkerkerk e Marco Kemp
Participação no painel: Um dos pontos levantados foi o risco de o site não conseguir fechar parcerias com empresas do setor para implementar pesquisas instantâneas de cotação, meta da startup para 2012. “No ano que vem, queremos que os usuários possam ter uma cotação na hora. Hoje ainda temos de esperar as seguradoras nos enviarem as propostas”, explicou Pieter Lekkerkerk.

NeoAssist

O que faz: Fornece uma plataforma de relacionamento com o cliente. O produto consegue solucionar as dúvidas mais frequentes dos consumidores com um sistema de pergunta e resposta, diminuindo o número de e-mails para o SAC da empresa.

Ano de fundação: 1999
Faturamento: não divulgado
Empreendedor: Roy Nasser
Participação no painel: Um dos painelistas observou que o valor cobrado pela Neoassist poderia ser mais alto, já que a empresa proporciona uma grande economia aos clientes. Os empreendedores também foram questionados sobre sua dedicação ao negócio, já que são sócios de outros empreendimentos.

Truetech

O que faz: É especializada em soluções de streaming media e oferece uma plataforma de vídeo sob demanda com 5.000 filmes, utilizada por grandes empresas como Saraiva Digital e Samsung.

Ano de fundação: 2008
Faturamento: R$ 3 milhões (previsão para 2011)
Empreendedor: Marcelo Spinassé Nunes
Participação no painel: Nunes foi questionado sobre vender seus serviços para outras empresas, em vez de se voltar para o consumidor final. O empreendedor respondeu que não mirou esse cliente porque não teve recursos para isso. “iTunes e Netflix são cachorro grande. Hoje, esse nosso modelo faz mais sentido.”

Vitesoft

O que faz: É especializada em sistemas e comercialização de espaços publicitários na internet e trabalha principalmente com lan houses, com um gerenciador gratuito instalado em mais de 17 mil estabelecimentos. A empresa quer se tornar uma referência em micropagamentos, levando soluções de comércio eletrônico para a base da pirâmide.

Ano de fundação: 2008
Faturamento: R$ 1,5 milhão (2010)
Empreendedores: André Felix, Fernando Corrêa e Renato Vargas
Participação no painel: Os painelistas observaram que boa parte das lan houses utiliza software pirata. Existe espaço para a formalização? “O dono não tem dinheiro para pagar licenças e não vê valor nisso”, disse Felix. A sugestão foi concentrar o negócio em iniciativas que o cliente valorize.

We do Logos

O que faz: É uma plataforma de crowdsourcing voltada para a criação de logos e identidade visual. Tem uma base de 14,7 mil designers, que podem apresentar propostas de imagens. A empresa escolhe as que preferir, e o autor do projeto recebe um prêmio.

Ano de fundação: 2010
Faturamento: R$ 2 milhões (projeção para 2011)
Empreendedores: Gustavo Mota e João Paulo Coelho
Participação no painel: O nome em inglês foi questionado durante a avaliação. Para os painelistas, micro e pequenas empresas têm dificuldade em entender a proposta do negócio só pelo nome. “O problema é como mudar, uma vez que já investimos na marca”, disse Gustavo Mota. Uma sugestão foi criar uma nova identidade e mantê-la em funcionamento junto com a atual.

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