Veja nesta matéria como escolher o sócio para uma franquia, uma tarefa que pode até parecer fácil, mas que na verdade deve ser muito bem conduzida para que você não venha ter dissabores no futuro.
Veja nesta matéria como escolher o sócio para uma franquia, uma tarefa que pode até parecer fácil, mas que na verdade deve ser muito bem conduzida para que você não venha ter dissabores no futuro.

Como escolher o sócio para uma franquia

Se você está em dúvida sobre como escolher o sócio para uma franquia, este artigo vem bem a calhar, pois lhe dará alguns insights muito valiosos.

Alguns anos atrás, fui apresentado a uma dupla que até hoje me ajuda a avaliar meus candidatos a eventuais sócios: ovos com bacon, de preferência no café da manhã.

Isso mesmo, quando você tiver aquele sentimento de que as relações ainda não estão bem resolvidas com seus sócios, prepare um belo prato de ovos com bacon para começar o dia.

Você pode até estar se perguntando o que isso tem a ver com a questão de como escolher um sócio para uma franquia, mas vai rapidamente entender.

Como todos sabem, para preparar esse prato são necessários dois animais, o porco e a galinha. Mas qual é a principal diferença entre eles?

A galinha está envolvida com o café da manhã, enquanto o porco está totalmente comprometido. Ou seja, o coitado do porco é o único que vai sentir sua pele fritar na frigideira.

Funções distintas, preocupações iguais

Apesar de pouco sutil, a relação do porco com a galinha nesse prato mostra um modelo de sociedade que na maioria das vezes já nasce com seus dias contados. Nesse tipo de empresa, os sócios normalmente têm participações e riscos incompatíveis.

Um bom exemplo é a velha fórmula do sócio capitalista junto o sócio que entra com seu trabalho para compensar a falta de dinheiro.

Nesse caso, mesmo que por mero desconhecimento, a história dos ovos com bacon se repete. O capitalista incorpora o papel de porco comprometido com o negócio.

Se tudo der errado e a empresa fechar, ele perde o dinheiro investido no negócio. Por outro lado, o sócio que entrou apenas com o trabalho é a galinha.

Mesmo que a empresa vá mal, ele não tem nada a perder. Se o negócio fechar, a única coisa que ele terá que fazer é procurar um novo emprego ou outro sócio capitalista para seu negócio.

Talvez essa história dos ovos com bacon seja um tanto reducionista e até um pouco cruel, por determinar o grau de comprometimento de um sócio pelo dinheiro que ele colocou no negócio.

Eu mesmo já conheci algumas pessoas que capitalizaram sua parte na sociedade com trabalho e eram completamente comprometidas com o negócio.

Mas, como essa não é a regra, infelizmente o dinheiro se torna o melhor termômetro para indicar quem realmente acredita em seu sucesso.

Afinal, se você investir suas economias no negócio, imediatamente você passa a ter algo mais a perder além do tempo dedicado a ele.

Sucesso em um negócio de franquia exige comprometimento

Por esse motivo, quando você quiser montar uma sociedade com alguém, lembre dessa história. A regra diz que, quanto mais porcos uma empresa tiver, mais chances de ter sucesso ela terá.

Porém, se por algum motivo você se encontrar numa situação na qual seu sócio não tem de onde tirar dinheiro para investir, vocês podem optar por diminuir o valor total a ser colocado na empresa. Isso mesmo, comece menor.

Mesmo porque as grandes empresas de sucesso que estão hoje no mercado um dia também foram bem pequenas e provavelmente nasceram das economias de dois sócios ‘porcos’.

Com um investimento menor, sua empresa deve levar mais tempo para crescer, mas pelo menos ela será construída em bases mais sólidas e difíceis de serem abaladas no futuro.

Outra maneira de comprometer os sócios é eliminar qualquer tipo de pró-labore mínimo. Assim, só é distribuído para os sócios o dinheiro que sobrar depois de todas as contas serem pagas. Isso pode parecer básico, mas é bem comum o sócio que entrou apenas com seu trabalho pedir para o capitalista uma retirada mínima garantida.

Mesmo que essa retirada seja pequena, ela já coloca o sócio trabalhador numa situação mais confortável. Se esse mesmo sócio tirar dinheiro apenas quando a empresa der lucro, ele vai correr mais para ter sua fatia do bolo. Afinal, se não entrar dinheiro em casa, sua pele também vai fritar na frigideira.

E você? tem alguma experiência sobre sociedade em franquias para relatar? Teria alguma dica especial sobre como escolher um sócio para uma franquia? Deixe o seu comentário abaixo e mantenha-se informado assinando a nossa Newsletter.

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1 COMENTÁRIO

  1. Acho iso bastante relavante, não somente numa sociedade, mas também no cotidiano das empresas. Onde funcionarios são comprometidos e se dedicam ao maximo pelos objetivos da empresas, equanto outros somente estão lá porque precisam trabalhar e foi o melhor que conseguiram.
    Acredito no comprometimento e na recompensa, mas ainda existem empresas que não valorizam seu talentos. Esse é o mal do mercado. Será que pode mudar? Seria muito bom, pois um profissional reconhecido e gratificado, proporcionalmente, ao seu emprenho fica mais feliz e rende muito mais.

    Abraços.

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